Análise: Limbo

Terror e suspense em um mundo monocromático.

   Quando ouvi falar desse jogo pela primeira vez, achei a ideia do mesmo um pouco estranha. ”É um jogo todo em Preto e Branco” disse meu tio. De primeira, achei que eu fosse assistir a um filme da década de 60 quando baixei a demo para experimentar o jogo, porém, acabei me interessando e comprei o mesmo pela PSN (o jogo também está disponível para Xbox Live e para PC). Com isso, irei dividir a experiência com vocês, afinal, não é todo dia que se encontram jogos bons na atualidade!

  ”Limbo: Esquecimento, lugar onde se jogam coisa inúteis, sinônimo de cadáver” é o que diz o tio Aurélio sobre a palavra supracitada. Antes de terminar com a Storyline do jogo, achei o título sem nexo com a proposta, com o gameplay, etc. Mas, tudo se encaixa no final, formando um dos melhores títulos já jogados por mim (não que sejam muitos, mas…).

  O gameplay é totalmente em 2D, com ares de platformer misturado com puzzle , em vários momentos uma nuance dos dois. Empurrar caixas, fugir de aranhas gigantes, escapar de crianças malignas que querem te matar, sobreviver a mudanças de gravidade e não morrer afogado. Parece confuso, mas a simplicidade em que são apresentados os elementos do jogo faz com que entenda como funciona cada um, mesmo sem nenhuma legenda, fala ou explicação durante todo o gameplay. Ah, este é um ponto positivo para o mesmo: sem tutorial, entendemos tudo que é possível de se fazer com o personagem que controlamos, o que é difícil de se encontrar atualmente, onde todos os jogos existentes contam com tutoriais, devido à infinidade de controles dos mesmos.

 As ”fases” se conectam uma com a outra perfeitamente, tanto que não se percebe quando se desloca de uma para a outra. Não é como em Sonic ou Mario, por exemplo, onde quando se começa a fase, temos uma apresentação, e quando se termina é contado seu score obtido na mesma. 

  Os cenários são variados, contando com florestas, cidades abandonadas, e aldeias de crianças assassinas, tudo num ar de Terror/Suspense, enfatizado pela ausência de trilha sonora. Exceto pelos barulhos o personagem faz, seja enquanto caminha, resolve os puzzles, ou morre nas mãos de aranhas gigantes, quedas vertiginosas, ou esquartejado por serras giratórias.

 Sobre a história, bem, não pode se dizer existe realmente uma história por trás de Limbo. Apesar de os fãs terem interpretado o jogo de várias maneiras, nenhuma delas é oficial. Como por exemplo, a teoria de que o cenário onde se passa Limbo é o inferno, em que as crianças que tentam te matar são demônios e a aranha é o coisa-ruim, ou que o menino é um fantasma que anda pelo mundo real, e tem como objetivo encontrar o que lhe é mais amado, enquanto escapa da Aranha (que é a morte) e, novamente, dos demônios que querem lhe arrastar para o inferno. Eu particularmente acho a segunda teoria a mais aceitável, mesmo as duas sendo muito parecidas.

  Nas considerações finais, podemos dizer que Limbo é um jogo para muitos, mas compreendido por poucos. Pra quem gosta de platformers emocionantes ou puzzles difíceis de se resolver, é uma boa pedida, mas pra quem se assusta com pouca coisa, ou tem medo do escuro, aconselho jogar com alguém do lado (como eu fiz).

  Minha nota para esta belezura monocromática é 8,5. O motivo para não ser 10? A dificuldade pela qual passamos para chegar ao final do jogo, e ainda este não é lá muito satisfatório. Quando os senhores jogarem espero que me entendam.

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2 pensamentos sobre “Análise: Limbo

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