Analisando Fairy Tail, volume 17!

Hiro Mashima cheio das surpresas e o começo das lutas do arco Oración Seis.

  Sentiram saudades de uma análise de mangá por aqui? Só para avisar, esse post tem muitos spoilers sobre o dito cujo volume 17 de Fairy Tail. Com isso esclarecido, vamos ao que interessa.

  No último capítulo do volume anterior os magos da Fairy Tail, Lamia Scale e Blue Pegasus estavam apanhando lindamente dos membros da Oración Seis. Isso até eles verem Wendy e a reconhecerem como”A Sibila do Firmamento”. Assim sendo a menina é sequestrada (juntamente com Happy) e logo em seguida, com a volta de Jura (o careca da Lamia Scale), todos conseguem fugir. Eu tinha achado estranho esse cara, sendo um dos 10 grandes feiticeiros sagrados, ter sido nocauteado tão facilmente no volume anterior. Sorte que ele voltou rapidinho à ativa.

  Aquele tio da cara quadrada que fala coisas em francês também não morreu (é, eu esqueci o nome dele), e agora reaparece usando seus perfumes analgésicos para curar a galera. O problema é que Erza foi mordida por uma cobra do Cobra (rs) e o veneno está se espalhando pelo seu corpo. Assim, a única solução é amputar o braço. Se fosse o Tite Kubo já tinha cortado o braço de metade do elenco. Lyon quase corta o braço da Titânia, mas é impedido por Gray. Trilha sonora para o momento, clique aqui. Uma solução é levantada pela gata Charle: Wendy pode cura-la. A magia de cura é uma “magia perdida” e muito rara que a garota aprendeu por ser a Matadora de Dragões do Firmamento.

  Ela só se candidatou a essa missão pois queria falar com Natsu, que também é um Matador de Dragões. Isso porque o Dragão do Firmamento, Grandine, que a ensinou tudo o que sabia, desapareceu há 7 anos. Natsu pergunta se isso ocorreu no dia 7 do mês 7, que foi quando Igneel e o dragão do Gajeel desapareceram também. Essa informação, por mais deslocada que possa parecer, me faz pensar que ainda teremos algum arco “maior” com esses dragões todos envolvidos. Se isso já não tiver ocorrido, porque eu só acompanho pela JBC, sabe-se lá o que ta acontecendo na publicação semanal no Japão. NÃO me contem nos comentários, por favor.

  A missão dada à Wendy pela Oración Seis é a de ressuscitar um certo homem: Jellal. Eu sempre falei que ele era o homem-plot-twist, o homem-bomba de Fairy Tail, e aí está novamente o personagem brotando na história. Não esperava ver ele nesse arco, mas fazer o que se o Mashima parece gostar dele. Eu já acho exagerado o tanto de vezes que o autor usa o mesmo recurso (no caso, Jellal) para ter um elemento surpresa. Pelo menos ainda consegue surpreender.

  A Sibila do Firmamento tem uma dívida com Jellal, por esse ter salvado sua vida no passado, e assim o trás de volta a vida. Lembram-se que no vol. 15 apareceu o rosto de Mystogan, idêntico ao de Jellal? Eu aposto que quem salvou a garota foi o Mystogan, e ela acabou se confundindo. E por que a toda poderosa Oración Seis queria ressuscitar esse cara? Porque ele sabe o paradeiro da magia Nirvana (nome lindo pra uma magiam, lindo, lindo!). Eles só não contavam que o ex-membro do conselho fosse tacar um f*da-se pra eles e ir sozinho atrás do Nirvana. Tapa na cara.

  Temos algumas briguinhas randômicas e por fim Natsu chega até o lugar onde está Wendy. Com a ajuda de Gray, que “atrasa” Racer, ele consegue passar e chegar até a garota. Chegando lá dá de cara com Jellal e o ódio que sente pelo mesmo vem à tona. Se não fosse a necessidade de salvar Erza o mais rápido possível ele teria ficado ali e revidado o golpe que recebe do antigo inimigo. Depois do protagonista fugir com a garota e os dois gatos, Jellal também escapa, “prendendo” o líder da Oración Seis em um buraco. Bom que ele troca de roupa no meio do caminho, porque aquela coisa colada de bailarina no gelo era tão volume 8. Enquanto isso Cobra, que está escondido, escutou tudo. Ele possui uma espécie de super-audição e, com isso, decide seguir Jellal, pelo som de seus passos.

  Natsu não teria conseguido chegar até Erza se não fosse, novamente, por Gray, que impede Racer de ataca-lo. E aí que começa a primeira luta de verdade do arco: Gray vs. Racer. E vou dizer, não esperava que fosse ser uma luta tão divertida. Ela dura “só” dois capítulos, mas acontece bastante coisa (tem corrida de moto e tudo). No meio dos sopapos Gray dá de cara com Lyon e Cherry e acaba se juntando à eles para dar cabo de Racer. Não preciso dizer que Cherry fica em segundo plano e a luta vira um prato cheio para aqueles/aquelas que gostam de yaoi. Dois amigos de infância, ambos com personalidade forte, e com a mesma mania de tirar a roupa, lutando lado a lado… Dá-lhe fanservice hein Mashima. Como isso não interfere em nada no combate, não me incomodou.

  Ao final, Racer não era mais rápido coisa nenhuma. Ele só deixava a percepção do tempo dos que estavam ao seu redor mais lenta. Lyon saca isso e leva Racer para longe, assim, do ponto de vista de Gray (que estava bem distante) ele estaria se movimentando bem lentamente e poderia ser atingido facilmente. Com uma flechada certeira o primeiro Oración Seis é derrotado. Só que ele tinha vários cristais lácrimas (leia-se “bombas”) dentro de sua jaqueta (tentando roubar o posto de homem-bomba do Jellal, né?) e vai matar todo mundo ali. Lyon acaba se sacrificando para impedir que isso ocorra e se joga, juntamente com Racer, em um precipício. Não sei vocês, mas eu não acho que o Lyon morreu de verdade.

  Como a situação ta feia, Midnight é acordado por Brain o vilão mais sem carisma que esse mangá já viu e… eles são filho e pai! Não contava com essa. Erza é curada e a magia Nirvana começa a entrar em ação. O seu poder é transformar luz em trevas, isso é, mocinhos em vilões. Mas, se fosse só isso, não teria muita utilidade, porque no final ambos os lados continuariam a se enfrentar. O perigo é quem ativa a magia é capaz de controlar quem se tornará do “bem” ou do “mal”… As pessoas com os sentimentos abalados são as primeiras a trocarem de lado. Assim, Cherry, atormentada com a morte de Lyon, ataca Gray e Hot Eye vira o senhor bonzinho e positivo que só quer saber de amor (vish). Wendy se sente culpada por ter ressuscitado Jellal e, para que ela não mudasse de lado, é nocauteada por um membro da Blue Pegasus. Ele, aliás, tem um a magia bem interessante, quase uma operadora de tele-marketing, e ajudou bastante nesse volume. Midnight dá cabo de outro dos membros da Blue Pegasus enquanto isso (não lembro mesmo o nome deles, ,me desculpem).

  Lucy e sua trupe se deparam com Gray atacando Natsu. Teria ele mudado de lado? Não, na verdade é Angel, aquela que pode se transformar em quem quiser. Claro que ela não mostra sua identidade antes de tomar a forma de Lucy e… Levantar a blusa e deixar tudo a mostra. Imagine alguém tomar sua aparência e se despir? xD Foi cômico, principalmente pelo modo como Mashima desenhou a cena, sem mostrar explicitamente os peitos e não apelando para o ecchi.

  Angel é uma Feiticeira Celestial e também possui alguns Espíritos Celestiais. O primeiro ela já usa desde o começo, o de gêmeos, que a faz mudar de aparência. Quando Lucy invoca Sagittarius ela acaba por confundir o coitado, tomando controle sobre ele. Quando a garota tenta revidar com Aquarius, Angel invoca Escorpion, outro portal do zodíaco. Seria uma bela luta se os dois Espíritos não fossem namorados. Assim os dois se retiram de cena. Lucy apela para sua carta trunfo, Loki. Você pensa que acabou a suruba do zodíaco? Não. Angel ainda tem Aries. Sim, aquela antiga amiga de Loki. E assim termina o volume. Maldito Mashima, termina na melhor parte. Eu adoro as lutas da Lucy e os Espíritos Celestiais, então, creio que essa luta vai ser bem divertida.

  Sobre a adaptação: melhorou, mas ainda não está do meu total agrado (sou chato, eu sei). Os erros gramaticais (vírgula, etc) diminuíram drasticamente. Eu não notei nada gritante ou que incomodasse com relação a esse aspecto. As gírias ainda estão lá, mas a maioria também atrapalha (como um “demorô” em certa parte, por exemplo). Mas não posso deixar de falar que sou contra uso de gírias, porque, imaginem daqui alguns anos… Ninguém sabe se elas já não estarão datadas e impedirão o leitor mais novo de entender do que se trata. Vale dizer que, segundo fontes, o Mashima faz bastante uso de linguagem informal, sendo assim as gírias acabam tendo uma justificativa. Seguindo o padrão geral desse volume, não vejo problemas. E digo “padrão geral” porque no último capítulo teve uma fala que me incomodou bastante. Um “Manolo, o cara é true”… Nunca ouvi ninguém falar “é true” e creio que alguém que nunca tenha ouvido e não tenha um conhecimento mínimo de inglês também não vai sacar. Adaptar com gírias é complicado pessoal, não se sabe qual o conhecimento que a população brasileira como um todo tem a respeito de um termo que, em âmbito regional, pode ser bem conhecido. Por isso defendo até os dentes a boa e velha Língua Portuguesa mais padronizada. ;P

  Achei a capa desse volume bem sem sal. É legal ver os membros da Orácion Seis e tal, mas o Mashima poderia ter mostrado isso de um jeito bem mais criativo hein. E a capa do volume 18 é a mesma coisa, só que com os mocinhos. Poxa Hero Hiro, espero mais nas próximas edições (*daqueles bem chatos*).

  PS: Nenhuma imagem desse post é do mangá comercializado no Brasil pela editora JBC (que não conta com páginas coloridas), todas foram retiradas da internet.

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3 pensamentos sobre “Analisando Fairy Tail, volume 17!

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