Recomendação especial! Guerreiras Mágicas de Rayearth no #CLAMPDay

  Três garotas de Tokyo com poderes mágicos e robôs gigantes em um mundo desconhecido. As senhoras da CLAMP conseguiram fazer uma obra satisfatória?

  Como vão, pessoal? O Another Warehouse bolou para hoje o Clamp Day, do qual alguns blogs participarão. Apesar de não muito comentado (até agora! >8D), não poderia deixar passar a chance de falar sobre esse mangá. Sim, falaremos exclusivamente do mangá e, como todos os outros posts de recomendação do blog, esse não terá spoilers. Agora, vamos à obra!

  Você já pensou o que aconteceria se uma menina que age mais como um menino, uma patricinha esnobe e uma nerd tímida, de repente, caíssem em um mundo totalmente diferente do nosso, sem qualquer traço dos grandes certos urbanos? Essa é a premissa básica de Guerreiras Mágicas de Rayearth (Magic Knight Rayearth) publicado na revista semanal Nakayoshi (yoshi!) em 1994 (!) que rendem 6 encadernados.

  As meninas são, respectivamente, Lucy, Marine e Anne. Quando suas escolas, por coincidência, marcaram uma excursão à Torre de Tokyo no mesmo dia, elas se encontraram pela primeira vez e, já naquele momento, foram transportadas para o mundo de Zephir.

  Elas descobrem que foram chamadas pela Princesa Esmeralda, o pilar daquele mundo, e convocadas a tornarem-se Guerreiras Mágicas de Zephir. A partir daí conhecemos um pouco mais as personagens principais, somos apresentados a novos aliados e inimigos em uma jornada para resgatar a princesa. No caminho a amizade das três vai se estreitando de uma forma que, ao final, ela não parece nem um pouco forçada e consegue convencer o leitor, o contrário do que ocorre em muitas séries onde a “força da amizade” se mostra um dos fatores principais, mas acaba sem explicar como os personagens criaram aquele laço tipo Saint Seiya

  Cada uma das meninas domina um elemento. Lucy usa o fogo (ui), Marine a água (sério?) e Anne o ar. Além disso cada uma delas possui um “guardião”, um Mashin. E para quem não leu, eu adianto, eles são muito legais. Além de serem o lado “filosófico” da coisa, de conversarem com as meninas via telepatia e de cada um também ter a forma de um animal eles são robôs gigantes! Guerreiras Mágicas de Rayearth passa longe de ser um mangá sobre mechas e, lendo apenas a resenha, pode soar como se o CLAMP tivesse pensado “Ah, coloca bastante clichê que vai fazer sucesso. Colegiais e robôs está bom”, mas não é assim! Ok, elas podem até ter pensado nisso, mas como ficou extremamente bem desenvolvido eu, sinceramente, não ligo. O fato de as autoras não terem apelado par ao fanservice ajudou bastante nessa questão.

  Os Mashins também apresentam às garotas alguns dilemas interiores das mesmas que elas tentavam suprimir, e não encarar. É um recurso batido, mas não deixa de ser legal. Isso me faz crer que um dos objetivos desse primeiro momento do mangá é mostrar o crescimento do trio de protagonista e a passagem delas de personagens estereotipadas (tal qual eu rotulei, propositalmente, no início desse post) para se tornarem legítimas Guerreiras Mágicas.

  A série é dividida em dois arcos, cada um com 3 volumes. O final do primeiro deles, desse “resgate da princesa” é de cair o queixo. Por mais que a obra tenha seus clichês (e não vejo problemas neles desde que sejam bem utilizados), ao final do terceiro volume é tudo jogado pro alto e encerrado com chave de ouro.

  A chamada “Fase 2” é odiada por muitos por ser mais, digamos… Lenta. Eu já encaro como algo mais psicológico e confesso que me agradou bastante. Não tanto quando a primeira, mas em momento algum tive aquela sensação de “bem que podia ter acabado no volume 3…” Não posso falar muito sobre ela, já que eu teria que dar spoilers sobre a saga anterior, e o objetivo não é esse.

  Só digo que o final da série como um todo, ao meu ver, foi muito satisfatórios, creio que um dos melhores do CLAMP. Parece que na época elas não tinham a mania de cag*r com as séries no final. Sem contar que a última página apresenta uma interação com o leitor bem legal, apesar de acabar soando como algo meio infantil para alguns (vão ler e entendam o que eu quero dizer).

  A arte do mangá é algo que se destaca em meio a tantas obras do grupo. Talvez por ser mais antigo, eu não sei, mas parece que os desenhos tem um diferencial se comparados com outras obras das autoras. Os olhos eram maiores e a quadrinização era totalmente diferente do que se vê hoje em dia. Quadros de fala bem delimitados e recortes poligonais para as cenas não existiam. As vezes um quadro de mais ou menos meia página tinha molduras e falas ali mesmo. A princípio pode incomodar aqueles acostumados a algo mais “limpo”, mas nada que atrapalhe a leitura.

  Destaque para os design das armaduras das meninas que evolui com o desenrolar da trama e por toda a ambientação da série, que facilita bastante a imersão do leitor naquele universo fantástico. As cenas de ação, apesar de não serem um diferencial, também ficaram muito bem desenhadas e têm lá seus méritos.

  Uma coisa que vale ser destacada é que é aqui, nesse título, que vemos pela primeira vez o Mokona, figura tão emblemática para os fãs do CLAMP. Grande parto do humor da série fica a cargo do simpático mascote. Além disso “Rayearth” foi a primeira obra a ser citada no crossovermaluco Tsubasa. Se bater uma saudade dos Mashins Rayerth, Ceres ou Windom só ler o comecinho de Tsubasa RESERVoir CHRoNiCLE.

  No brasil, “Guerreiras Mágicas” foi publicado em 2006 pela JBC no terríve formato meio-tanko. Para quem não sabe, isso quer dizer que a editora pegava um volume completo japonês e o dividia em dois para vender por aqui. Assim sendo a versão brasileira possui 12 volumes, e não 6. Sorte que essa prática vem sendo abolida aos poucos no mercado nacional de mangás sendo poucos os mangás ainda publicados dessa maneira.

  Sobre tradução e adaptação eu vou ser bem sincero. Faz um tempinho que li a obra, mas na época nada me chamou a atenção negativamente. Eu até torceria para um relançamento do mangá, visto que as capas são muito belas e a edição delas ficou horrível na versão nacional (só compararem o “4” com o “9” das imagens ao lado), mas do jeito que a editora anda eu não duvido nada de que um lançamento em pleno 2012 fosse pior do que um de 2006. Se você tiver uma grana sobrando e um pouco de paciência corra atrás dessa série. O preço de capa da época era de R$3,40 (R$6,80 por um volume inteiro!) e não os quase 12 reais de hoje e os volumes não são difíceis de se achar.

   Se quiserem ler mais matérias sobre o #CLAMPDay cliquem aqui e vejam todos os blogs participantes!

  Vale reafirmar que falei exclusivamente sobre o mangá. Não vi o anime, mas sei que eles possui algumas diferenças significativas da sua versão em preto e branco, então fica aí a observação. E desculpem se o post ficou com muitas é imagens, é que como era cada uma mais bonita que a outra fiquei com dó de deixar alguma de lado (xD).

  Respondendo a pergunta com a qual esse post se inicia: Sim, temos aqui uma obra satisfatória e o Xtreme Divider recomenda esse título! “Guerreiras Mágicas de Rayearth” pode não ser genial, ter muitos clichês, mas com certeza deixará alguma lembrança em você. Seja de um mago baixinho, uma ferreira simpática, um nobre que se recusa a ficar no castelo, uma princesa vivendo um dilema ou de três garotas que aprenderam a lidar com suas diferenças e descobriram a amizade no meio disso tudo.


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9 pensamentos sobre “Recomendação especial! Guerreiras Mágicas de Rayearth no #CLAMPDay

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