Review: Max Payne 3

Careca, alcoólatra e mais badass que nunca.

Desenvolvido e publicado pela Rockstar & Rockstar Vancouver, Max Payne é um jogo de ação em terceira pessoa desenvolvido para PC e consoles. O jogo conta a história do personagem em questão, Max Payne, que era um feliz e consolidado policial de Nova York. Até que um dia de noite, ele chega em casa e encontra a porta arrombada. Entra na casa já preocupado com sua esposa e filha que estavam lá, Max sobe e encontra sua filha de apenas alguns meses morta, enrolada em um lençol, quando alguns segundos depois ele ouve gritos de sua esposa, que logo são silenciados por um tiro. Max encontrando os dois drogados que mataram sua família, em um momento de pura raiva, os mata também. Logo depois, descobre que ambos estavam sob o efeito de uma nova droga, chamada Valquíria. Max entra para o departamento de narcóticos da NYPD em busca de vingança de quem inventou essa droga que acabou causando a morte de sua esposa e filha. Já no jogo Max Payne 2: The Fall of Max Payne, conta um enredo um pouco diferente do primeiro, já que Max não faz mais parte da polícia e acaba tendo um envolvimento com um caso seu passado, com a “criminosa” Mona Sax. Mona é acusada por homicídio de um dos delegados da polícia de Nova York e Max tenta ajudá-la a provar sua inocência, mas acaba se metendo em meio de uma máfia chamada de “Cleaners” e Mona acaba morrendo. Agora, anos depois, Max se  vê praticamente sozinho em um país desconhecido, e a cidade da vez é São Paulo.

História: Como dito antes, o jogo se passa em São Paulo e conta a história de Max como segurança de uma família de magnatas em SP, até que a esposa de Rodrigo Branco, chefe de Max, é sequestrada e ele é encarregado de salvá-la junto com seu companheiro Raul Passos. A trama se desenvolve muito além disso, com grandes revelações e coisas inesperadas acontecendo toda hora. E, Max agora tem quase 50 anos, virou alcoólatra, fumante e continua viciado em analgésicos, sem família ou ninguém que ele possa contar para passar por cima da situação, com os fantasmas do passado ainda atormentando sua cabeça.

Jogabilidade: Sendo um shooter em terceira pessoa, Max Payne inovou no quesito da até então “nova” função do bullet time, onde o tempo fica mais lento, facilitando para o jogador realizar suas mortes. Quando finalizamos o último inimigo da área, a chamada bullet time cam é ativada, mostrando em câmera lenta a morte do inimigo e a onde os tiros pegaram. Esse efeito é bem conhecido por quem já viu o filme Matrix, onde Neo desacelera o tempo e se esquiva de balas. Max pode segurar agora duas armas diferentes, até uma arma pesada (shotgun) e uma leve, como pistola. Enquanto segurando uma pistola, ele pode segurar a arma pesada numa mão enquanto atira com a outra; a movimentação que é feita para trocar as armas/guardar uma ou sacar outra é simplesmente perfeito. E nesse novo Max Payne, agora é possível utilizar cover em paredes e outros objetos para se proteger de inimigos.

Gráficos: Bom, estamos falando de um jogo da Rockstar. E quando falamos de Rockstar, estamos falando da poderosíssima engine Rage, a mesma usada em GTA IV. A movimentação do personagem e a física dos objetos e dos inimigos é simplesmente fantástica, umas das melhores que eu já vi em quesito de realismo. A destruição de cenários também uma coisa impressionante. Onde cada tiro pega, seja de uma arma com baixo calibre, causa destruição de alguma parte do cenário, como mesas, cadeiras, teto, pilastras, paredes etc. A ambientação dos cenários é algo assustador de tão perfeito. Nas fases aqui no Brasil, você sente o clima da favela, o clima das festas em rave para ricos e principalmente o clima de tensão em cada inimigo.

Trilha Sonora: Outra parte que não deixa a dever. Nos cenários do Brasil, o encarregado de fazer a OST foi o rapper Emicida, bem conhecido de São Paulo. As músicas com o toque de rap ficaram muito bem encaixadas em cada cenário, parecendo um verdadeiro cenário brasileiro em cada esquina. Uma das músicas que toca é chamada “Sorriso Favela”, logo quando Max começa a subir o morro, na qual essa me chamou a atenção pela letra, que é bem interessante. E pra quem achava que só ia ter funk e derivados no jogo, quebrou a cara. Lembrando que o jogo se passa em São Paulo, e não no Rio de Janeiro. Em algumas horas é possível até ouvir bossa nova e MPB.

Dublagem: Muita gente deve ter pensado: ”ah, as vozes em português vão falar tudo com aquele sotaque americano, vai ficar horrível” negativo. Todas as vozes dubladas para o português brasileiro foram feitas por pessoas daqui mesmo e com sotaque paulista. Tanto que, os personagens secundários que interagem com Max, foram feitos por dubladores bilíngues, aonde uma conversa eles tão conversando em inglês e outra fazem comentários em português (com o mesmo tom de voz, sem alteração) com outros personagens, tudo com perfeição. E ah, se você for o tipo de pessoa fresca com palavrões, nem passe perto do jogo. Retratam muito bem o brasileiro que não consegue ficar 10 frases sem falar um palavrão, nunca ouvi tantos em um jogo só. Mas, isso pra mim não é defeito, quiçá me importei.

Consideração final: Depois disso tudo, você ser fã da franquia e não comprar o game, devo dizer que está cometendo uma forte heresia. Max Payne 3 consegue ser muito mais além do que um simples shooter em terceira pessoa, mas uma verdadeira obra de arte, com frequentes cutscenes e uma história simplesmente incrível. É até mesmo um jogo que se você não conhecer a franquia, vale a pena ser jogado, por não seguir a ordem cronológica. Enfim, a trilogia Max Payne é com certeza um dos triunfos da Rockstar e sempre será. Então, tá esperando o que pra dar uma conferida? Minha nota: 9/10

Essa foi mais uma review, esperam que tenham gostado e em breve irei trazer mais para vocês que acompanham o blog. Não se esqueçam de compartilhar com seus amigos e trazer mais visitantes! *mercenário*
Por hoje é só, arrivederci!

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3 pensamentos sobre “Review: Max Payne 3

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