Comentando o 1º episódio de Magi

Se você pudesse desejar qualquer coisa, qual seria o seu pedido?

  Provavelmente nomes como Alibaba e Aladin não sejam novidade para a maioria. Afinal, quem nunca ouviu algum conto das arábias quando era pequeno? É nesse cenário que se passa Magi, dando uma roupagem completamente diferente para as 1001 noites. Um grande amigo meu havia me indicado o mangá algum tempo atrás, e eu li até achei em português. Assim eu já tinha certa intimidade (ui) com os personagens e  não preciso nem dizer que a adaptação para anime da obra de Ohtaka Shinobu a shinobi otaka era a estreia mais aguardada por mim, não?

  Magi é um battle shounen (história voltada para meninos onde o foco é a pancadaria) que nem de longe é inovador, mas possui suas peculiaridades. A obra é uma ótima alternativa para quem está cansado dos mangás (ou seus animes) da Shonen Jump já que opta por um enredo diferente da maioria visto na antologia que publica Naruto, One Piece, etc. Claro, Magi tem alguns clichês do gênero, mas esses, quando bem utilizados, deixam de ser um ponto negativo (como é o caso).

  Deixando de lenga-lenga, vou fazer jus ao título da postagem e comentar o episódio. Ele começa com Aladin preso em um lugar do qual não pode sair (der, por isso que ele está preso), conversando com um gigante (ok, eu sei que não é bem um gigante, mas não quero dar spoilers hard aqui). O menino anseia por saber quem ele realmente é, mas o tal gigante não pode lhe dar a resposta. O irmão do Hulk então fala que, usando o poder do local sagrado onde eles estão, ele poderá realizar qualquer desejo do garoto. Aladin se prepara para fazer o pedido e-

  COMEÇA A ROLAR A OPENING, QUE MARAVILHA.  E que opening linda. Chorei as lágrimas da sociedade anônima dos fanboys aqui. Ela é meio genérica, apresentando os personagens e seus “poderes”, mas ficou muito bem animada. E a música, apesar de não me agradar de primeira, é daquelas que você passa a gostar conforme vai ouvindo (experiência própria). É aquela história que eu já disse anteriormente: o problema não é o clichê em si, mas sim como ele é usado.

  Claro que a cena após a abertura a cena não continua da onde parou, porque, né? Tem que fazer um drama. No núcleo classe média-baixa do anime vemos Alibaba, que cansou de ser usado nas letras do É o Tchan e agora trabalha para um comerciante. Tudo muito lindo, muito maravilhoso, até o loirinho decidir checar o carregamento de melancias e-

  HUSHUAHUSHUAHUSHUHS. Como uma coisa nesse mundo consegue cumprir a cota de ser bonitinha e ainda ser assustadora ao mesmo tempo? Kyuubei mandou lembranças. A figura é Aladin, uma criança inocente que apesar da pouca idade é um lobo solitário viajante sem rumo.

  Em seguida o chefe de Alibaba aparece para provar que “chefe” é sinônimo de chatice desde que existe areia no deserto. Claro que a loirinha do tchan tenta esconder a criança. Não por piedade, mas para não ser punido por ter deixado a mercadoria ser comida sem ser paga. O chefinho dá uma insistida e então pega o menor infrator no flagrante. CADÊ O DATENNA? EU QUERO IBAGENS! Seria a hora perfeita para o pequeno fazer uso do seu poder de sedução infantil e sair dessa, certo? Mas em vez disso ele:

  HUSHUAHUHSUHAUHSUHUAHUS OH KAMI-SAMA. O moleque se joga nos mamilos polêmicos do cara e pergunta por que ele tem peitos se não é uma mulher. Que bullying é esse com os gordos? Mas como esse daí é um chefe, deixa passar (>8D). “E o coitado do Alibaba no meio dessa história toda?” Você me pergunta. 

  Bom, depois de ficar estarrecido (quem não ficaria) ele é pisoteado pelo gordo chefe que o ameaça dizendo que se ele não pagar por aquela mercadoria vai virar um escravo. E olha aqui um tema “forte”, daqueles que não se vê todo dia em um battle shonen. Acho a temática interessante porque entre nós, brasileiros, há o senso comum de que a escravidão foi apenas relacionada com os negros trazidos da África, mas não foi bem assim. Alibaba por exemplo, nessa cena, é ameaçado de se tornar um escravo por dívida, prática comum na Roma antiga. [Momento Aventureiros da História]

  Passado o incidente, Alibaba vai pra casa dormir. Dia agitado, muito trabalho… O melhor a se fazer é dormir, certo? Ele tá lá deitado,, tranquilo, e quando vai pegar uma maçã acaba dando de cara novamente com Aladin, que havia se infiltrado (sabe-se lá como) e comido todas as frutas do coitado do loiro. Isso que eu chamo de “Hóspede Maldito“.

  Aí que rola o primeiro diálogo expositivo, explicando o que são as Dungeons (ruínas que surgiram misteriosamente alguns anos atrás) e dizendo que nelas podem ser encontrados objetos místicos, sendo que o mais raro seria uma espécie de “lâmpada mágica”. O papo tava tão bom que Alibaba dorme no meio da explicação, rs.   

  Na manhã seguinte os dois vão a uma espécie de feira a céu aberto, de onde podem ver o 17º labirinto/Dungeon, chamado Amon. Conversa vai, conversa vem, Alibaba revela que está interessado nos tesouros da dungeon e Aladin questiona se ele gosta de dinheiro. QUEM NÃO GOSTA? O loiro responde que sim, e que precisa do suficiente para mudar um país. Em seguida os dois engatam a falar de como dinheiro atrai mulheres em uma cena bem engraçada. Aliás, mais engraçado e ver uma criancinha se interessar por mulheres, ainda mais em um anime! Tem muito marmanjo nos animus por aí que não tá nem aí pra isso (olhando fixamente para o Luffy, Ichigo e Naruto).

  Eles estavam tão distraídos que acabam esbarrando em uma baiana mulher que carrega uma cesta de limões sobre a cabeça. Alibaba tenta se afastar ao perceber que ela possui correntes nos pés. Como Aladin é um n00b inocente de tudo mal sabe o que aquilo significa. Então Alibaba explica que quem tem correntes na perna é um escravo.

  Contrariando o que qualquer pessoa normal faria, Aladin se dirige à moça e, assoprando sua flauta, quebra as correntes. Na cabecinha dele isso era o suficiente para dar liberdade àquela mulher. Porém, não é tão simples assim. Rapidamente os guardas aparecem, afinal, um escravo era tratado como outra mercadoria qualquer, e nesse caso aquele ato seria próximo de um roubo. O chefe gordo do Alibaba aparece de novo e quando a coisa está feia Aladim assopra novamente sua flauta e de lá saem dois braços gigantes! E o placar está Aladin 2 vs Chefe Gordo 0.

  Depois de fugirem dali, Alibaba se toca o quão aquela criança é forte e logo pensa em usá-la para conseguir atravessar a Dungeon. Para isso eles precisam ficar mais próximos. E existe lugar melhor para firmar uma amizade do que em um putero? ^^

  OPA, CALMAE! ELE LEVA UMA CRIANÇA PRA UM BORDEL! HUSHUAHUSHUAHUSHUHAUS Poxa gente, a ideia é tão bizarra que fica hilária. O mais “chocante” ainda é ver o pequeno se deliciando nos peitos das mulheres. Coitado do Alibaba que pede a mulher mais “prendada” da casa vermelha sem saber que ela era um tribufu mais bombado que muito rato de academia por aí.

  Saindo de lá, adivinhem quem eles encontram? Sim, o chefe gordo! Cara insistente… Dessa vez a coisa aperta e a ameaça de Alibaba se tornar um escravo está cada vez mais próxima de se concretizar.

  No outro dia eles partirão em uma caravana para transportar vinho, um produto caríssimo pertencente ao “chefe” da região, Jamil. Alibaba se sujeita humilhações e capricha na falsidade apenas para não contrariar o chefe. Aladin percebe isso e se preocupa com o loirinho. Poxa, que personagem é esse? Uma criança fofinha tarada que tem uma flauta mágica e ainda por cima consegue observar bem as coisas e ter esse tom de sábio?

  Moço, o senhor está mentindo. Não acha que se continuar mentindo assim, ninguém mais, incluindo você, acreditará nas suas palavras?

  No meio do caminho uma espécie de “monstro” aparece. É o Jacinto do Deserto, que se parece mais com uma planta carnívora. No meio do desespero a planta (?) captura uma criancinha e a escrava com quem Alibaba e Aladin esbarraram na feira. Diante disso o chefe gordo apenas pensa em proteger o vinho e nem cogita salvar as duas, já que pode muito bem pagar por outra escrava. Canalha! 

  Alibaba começa a travar um duelo consigo mesmo, e ao lembrar de um arrependimento do passado decide fazer o certo. Então ele desce uma porrada no gordo, pega um barril de vinho (que é o alimento preferido do monstro) e parte para salvar as duas. Aladin vê que na verdade o loiro é uma pessoa boa e toca novamente sua flauta. Dessa vez não saem apenas dois braços, mas sim um corpo todo (!) de dentro dela. 

  Com a ajuda do gigante, Alibaba consegue jogar o vinho na “boca” da planta, acalmando-a e conseguindo resgatar as mulheres. Porém a quantidade da bebida era muito pequena, e logo o monstro volta agir, prendendo apenas Alibaba em seu interior.

  Alibaba tira seu turbante, que na verdade era um tapete voador (!) e coloca todos os barris de vinho dele, para jogá-los na planta e assim salvar Alibaba. Esse, que já estava pronto para aceitar a morte por não ter arrependimentos, fica surpreendido ao ser salvo pela criança

  Então voltamos à cena inicial, para o pedido de Aladin. A criança se vira para Alibaba e o diz a mesma coisa que disse ao gigante naquela ocasião. “Seja meu amigo”. Sim, pessoas. Dentre tantas coisas como riqueza, fama, poder, um PS3 Aladin pediu por uma amizade verdadeira. Como não se apegar a um personagem assim?

  Nesse ponto acaba o episódio, mas aguenta aí que o post ainda não acabou, rs.

  Só tenho duas reclamações quanto ao anime. A voz do Aladin ficou feminina demais. Dá pra sacar que é uma mulher, e isso deixou o menino, em algumas cenas, parecendo uma menininha moe. É normal, no Japão, dubladorAs dublarem personagem masculinos. É assim com Naruto. Luffy e já foi com Kenshin e Allen Walker. Porém, nesses casos citados, mal se percebe que se trata de uma mulher… O que não aconteceu com o Aladin. Quem sabe uma hora a dubladora não acerta o tom da voz?

  E a segunda é com relação ao cabelo da escrava. Podem me chamar do que quiserem (brimks, pode não, rs), mas no mangá fica bem claro que o cabelo dela é vermelho, e isso é uma característica importante (o porquê vai ser revelado mais adiante). Daí vão lá e me botam rosa… Ou eu sou daltônico ou realmente “erraram” nessa.

  A direção mudou MUITA coisa do mangá pro anime, mas foram mudanças necessárias (com exceção da cor do cabelo da mina), já que eles só têm pouco mais de 20 minutos para mostrar serviço. Sendo assim não vejo isso como um aspecto negativo, muito pelo contrário, dou é meus parabéns ao estúdio, que ao que parece vai cuidar muito bem de Magi.

  Por hoje e só e vão logo ler e/ou assistir essa bagaça!

Anúncios

6 pensamentos sobre “Comentando o 1º episódio de Magi

  1. HEEHEHEHEHEHEHEHEH
    Impressionante teu criatividade! X-o-c-a-d-o aqui com cara de É o Tchan! xD

    Uma correção! O Naruto tem no mínimo um interessezinho em mulheres. Na Sakura pelo menos… Mas nada como o Aladin.

    Magi parece ser bem diferente mesmo do battle shonens atuais… Vou continuar acompanhando o anime e vou ler o mangá também.

  2. Todos parecem japoneses demais para o Oriente Médio, esse cabelo colorido é nada a ver, assim como as roupas ricas para todos e parece, pelo seu post, que é só mais um battle shonen tosco-clichê com roupagem diferente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s