Divider List [05] – Os 10 melhores lançamentos de mangás no Brasil em 2012 [Parte 1]

 Será que seu título preferido está na lista?

  Sem dúvidas 2012 foi um ótimo ano para os compradores de mangás no Brasil (mas nem tanto para seus bolsos, rs). A disputa entre as editoras para colocar títulos novos nas bancas se tornou mais visível e fez com que o número de lançamentos e a qualidade dos mesmos tivessem uma alavancada poucas vezes vistas na feira no mercado nacional de mangás.

  Com tanta coisa nova na área, esse humilde padawan que vos fala resolveu eleger as suas 10 obras preferidas que chegaram ao território tupiniquim nesse ano. Sei que é meio óbvio, mas preciso ressaltar que é a minha opinião prssoal e intransferível. Se você, caro leitor, não concordar com a lista (e com certeza muitos não vão, rs), poste nos comentários qual seria o seu rank. E ,de certa forma, esse post serve como um punhado de recomendações para quem por ventura tenha deixado algo passar ou não se interessou por determinado título em um primeiro momento. Então, chega de enrolação e vamos aos classificados.

#10 – Soul Eater (Editora JBC)   Sendo bem sincero eu achei o primeiro volume de Soul Eater uma merda e só continuei comprando por causa das inúmeras recomendações. Hoje, com três volumes comprados e devidamente lidos, tenho de dizer que não me arrependo nem um pouco. A história começa de fato a se desenvolver a partir do segundo volume, sendo que 3/4 do primeiro são apenas capítulos “isolados” para apresentar os personagens principais.

  Por questões de contrato, a editora teve de manter o preço de R$10,90 para esse mangá, o que não a impediu de acrescentar ilustrações nos versos do capa, o que até então era novidade nos mangás da JBC. Além disso serão publicadas as páginas coloridas que tiverem no original japonês (pena que não é em todo volume). O ponto forte do mangá sem dúvidas é o carisma do personagem e no terceiro volume eu já estava dando risadas (apesar de o foco não ser a comédia), por isso, aqui fica a décima posição

#09 – Nura – A Ascensão do Clã das Sombras (Editora JBC)  Eu esperava muito Nura pelo simples fato de ele ser um mangá oriundo das páginas da Shonen Jump. Confesso que o enredo do primeiro volume não me agradou tanto quanto eu esperava, mas a arte linda do tio Shiibashi me comprou completamente, além de o título tratar de youkais, um dos meus temas favoritos. Sei que muitas pessoas discordam, mas para mim a arte e o enredo estão em pé de igualdade em um mangá. Claro que se o enredo for muito bom e os desenhos nem tanto, um acabará compensando o outro.

  Aqui a JBC ganhou pontos pela capa e pela lombada (ambas muito bonitas), mas perdeu no enquadramento do textos. Como os balões de fala em Nura são pequenos, muitas vezes o texto ultrapassa o limite desses. É um detalhe bobinho? É, mas me incomodou (apesar de não interferir em na leitura da obra em si). O final do primeiro volume já dá um belo gancho para o começo do primeiro arco e vamos ver o que a história nos reserva daqui para frente.

#08 – Freezing (Editora JBC)  Eu não ia compra Freezing por me parecer um mangá cujo único atrativo seria o Ecchi, e não é que estava redondamente enganado? Comprei o primeiro volume só por estar com dinheiro sobrando e ter achado a capa simpática (além de estar curioso para conferir como tinham ficado as tão faladas páginas coloridas, presentes em todas as edições do título). Ao meu ver, dos volumes que li até agora, só o primeiro faz jus à classificação indicativa de 18 anos. Nos outros aparecem sim calcinhas serelepes sendo mostradas em poses comprometedoras durante as lutas, mas o que me prendeu foi outra coisas, os embates. Eles são muito bem desenhados e a pancadaria se desenrola melhor do que em muitos battle shonen (onde, teoricamente, esse deveria ser o ponto forte e principal atrativo).

  Além disso as moçoilas não estão se digladiando só pelo fanservice, existe uma história como pano de fundo que, apesar de passar longe de ser genial, é convincente e muito bem embasada no universo da série. Me irrita ver as pessoas comentando que Freezing é um mangá só de putaria, já que eu não consigo entender como algumas pessoas conseguem se sentir excitadas atraídas por personagens desenhadas… Mas aí vai de cada um (rs). Para quem quiser um bom mangá de lutas, fica como recomendação o nosso oitavo lugar.

#07 – Samurai X Rurouni Kenshin (Editora JBC)  Oro? Rurouni Kenshin é um dos meus mangás preferidos e não podia deixar de incluir seu relançamento nessa lista. Com uma capa linda e agora estampando o título original (vale ressaltar que isso foi imposição dos japoneses e não escolha da editora), o título chega no formato “especial”, com a capa um pouco mais grossa e papel branquinho.

  Uma das minhas maiores reclamações quanto ao mercado nacional de mangás é com relação a títulos antigos. Para o consumidor mais jovem é difícil adquirir alguns clássicos, como Slam Dunk e até mesmo os volumes iniciais da primeira edição de Samurai X. Por isso vejo com bons olhos os relançamentos. Agora ninguém tem desculpas para não acompanhar a saga de Kenshin e sua turma, sendo para mim um título obrigatório nas prateleiras dos fãs de mangás. É legal também ver como Shonen Jump era mais liberal antigamente, permitindo cenas mais violentas (que estão presentes ao longo de toda a obra de Nobuhiro Watsuki).

#06 – Monster (Editora Panini)  Quando eu era pequeno e mal sabia a diferença entre “mangá” e “turma da mônica”, via Monster circulando por aí com o logotipo da Conrad. O tempo passou e agora o título volta a dar as caras pelas mãos da Panini. Fiquei arrebatado pelo primeiro volume, já que não estava acostumado com aquele tipo de narrativa em um mangá.

  A história do doutor Tenma de Pegasus a procura da verdade sobre o menino que salvou é densa e não perde em nada para os melhores romances policiais que você possa elencar mentalmente. Para mim foi ótimo ter algo fora do padrão Shonen Jump de ser. O traço não é o ponto forte da obra, mas lembram-se sobre o que eu comentei acima sobre o enredo compensar? E olha que eu nem acho os desenhos do tio Urasawa feios, só não vejo neles aquela apelação visual presente na maioria do títulos que fazem sucesso atualmente. Se você perder esse lançamento, corra para comprar agora! Monster merece pelo menos uma chance e é uma ótima fonte para iniciar aqueles que só conhecem os Naruto da vida em um estilo de mangás mais maduro. PS: Não estou falando mal nem menosprezando Naruto, ok? Fãs, não me matem.

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  Com uma segunda metade dominada pela JBC, o que esperar do restante desse Top 10? Em breve posto aqueles que, para mim, foram os cinco melhores lançamentos de 2012. Alguém ousa chutar qual título vai dar as caras?

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4 pensamentos sobre “Divider List [05] – Os 10 melhores lançamentos de mangás no Brasil em 2012 [Parte 1]

  1. Monter é simplesmente demais! Ele tá no meu tpo cinco deste ano. E por que diacho o buraco (espaço) pros coments não esá arreganhando. Tá só na finura de uma linha e ainda esta linha tá saindo cortada. Aí fica difícil comentar!

  2. Como assim Monster em 6 e rurouni em 5? E frezzing realmente melhora depois do primeiro volume? comprei o primeiro, mas como achei que ia ser só ecchi, e o preço dele ser o mais alto, resolvi não comprar mais. E Nura é ótimo, daqui pra frente só melhora, e arte também. Btw, arte de nuramago era a mais bonita antes dele ser cancelado( e justamente na melhor parte do mangá….).

  3. Pingback: Divider List [05] – Os 10 melhores lançamentos de mangás no Brasil em 2012 [Final] | Xtreme Divider

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