Review: Dishonored

Demorou mas veio.

DIZAÊ GELEEERE. Depois de um bom tempo sem postar aqui por causa da minhas lindas aulas nas duas faculdades que eu faço, consegui um tempo aqui pra prestar o melhor serviço que eu faço na vida que é postar neste magavilhoso blog que eu amo. s2s2 (puxada levemente de saco). Mas aí, vamos ao trabalho? Foi muita hype – principalmente por minha parte -, muita informação e muita coisa bacana desse lindo, poderoso, maravilhoso, sensual, destacante jogo de 2012: Dishonored.

  • Desenvolvedora: Arkane Studios
  • Publicadora: Bethesda Softworks
  • Designers chefes: Harvey Smith, Raphaël Colantonio, Ricardo Bare
  • Compositor de OST: Daniel Licht (Silent Hill Downpour, Dexter, Hellraiser)
  • Engine usada: Unreal Engine
  • Plataformas: PC, PS3, Xbox 360
  • Data de lançamento: 9/10/12

VISÃO GERAL

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Dishonored é um jogo de ação e aventura em primeira pessoa (FPS) voltado para o Stealth (furtividade). Possui dentre 8 à 10 horas de duração, dependendo do caminhos que você escolherá, da dificuldade e se vai pegar os coletáveis.
Desenvolvido pela novata Arkane Studios e publicado pela famosa Bethesda, Dishonored se destacou pelo seu gameplay incrível com a utilização de magias e brutalidade do personagem e principalmente pelos modos de execução e a total liberdade que o jogador tem para eliminar seus alvos, escolher seus caminhos e dar upgrades em seus poderes. Voltaremos mais nesses pontos do decorrer da análise.

HISTÓRIA

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 Nós jogamos com o protagonista Corvo Attano, o chamado The Royal Protector, ou seja, o guarda-costas pessoal da Imperatriz da cidade de Dunwall. Emily Kaldwin, filha da Imperatriz tem um forte apego a Corvo, na qual a trata com um pai pelo papel exercido por ele, de fazer qualquer coisa para proteger ela e sua mãe. No início do jogo, Corvo chega de viagem e irá se encontrar com a Imperatriz  Jessamine Kaldwin para lhe entregar uma carta que se trata do estado da cidade e pela epidemia de ratos e doenças que está se espalhando, e é preciso tomar uma decisão imediata. No meio da conversa, assassinos sobrenaturais  aparecem correndo no telhado do castelo e vão para o jardim onde eles estão conversando e começam um ataque. Corvo logo se prepara para protegê-las, mas o poder de um dos assassinos prende Corvo e este fica totalmente sem ação. Aproveitando esse momento, um homem de vestes vermelhas aparece com os mesmos poderes desses assassinos e matam a Imperatriz, na frente de Emily e Corvo. Depois do ocorrido, sequestram Emily e a Imperatriz morre nos braços do Royal Protector. Os guardas chegam prontamente e a encontram morta, automaticamente acusando Corvo do assassinato.
Injustiçado e preso, Corvo está com o pé na pena de morte, até que misteriosamente, recebe uma carta junto com a chave da prisão, enviado por um guarda “comprado”. Corvo se liberta, e parte para encontrar com os seus salvadores. Auto-denominados conspiradores, Morgan Pendleton e Admiral Havelock dizem que vão ajudar Corvo a resgatar Emily e colocá-la no poder. No processo, em um dos seus sonhos, Corvo é visitado por um homem chamado “The Outsider”. Este tem um interesse em Corvo e está observando-o de perto. Vendo o potencial dele, Outsider lhe dá um presente: sua marca na mão do futuro assassino. Com isso, Corvo agora vira um assassino sobrenatural para poder obter sua vingança e salvar Emily junto com os conspiradores. Não se sabe ao certo quais são as motivações de The Outsider, as únicas informações que se tem são visitando seus santuários espalhados pelo jogo. Outsider é um antigo mago, de civilizações passadas que obtinha poderes através de ossos sagrados de baleia. Tendo todas essas informações, o jogo se desenvolve na vingança de Corvo e o salvamento de Emily.

GAMEPLAY

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Talvez sendo um dos pontos mais fortes do jogo, é onde Dishonored mostra seu brilhantismo. Começando pelo básico, podemos notar os pitacos da Bethesda no game, onde o protagonista pode usar duas armas ao mesmo tempo. Na mão direita Corvo pode utilizar uma besta (com dardos normais/letais, explosivos e soníferos), os vários poderes e na mão esquerda sempre sua espada retrátil. Fazendo um detalhamento dos poderes, são eles: Blink, Possession, Wind Blast, Bend Time, Devouring Swarm e Dark Vision. Os poderes utilizam uma barra de “mana” que é gasta uma parte cada vez que se usa um poder. Pode ser recuperada por poções, as Pietro Spiritual Remedy. O mesmo com o HP é possível, mas com as Sokolov’s Exilir.

  • Blink: Primeiro poder do jogo, é um teletransporte usado para se movimentar com mais rapidez e fluidez pelos cenários, pode ser usado para facilitar o stealth e matar inimigos sem ser visto. São dois níveis assim como todos os outros poderes, no nível 1 um teletransporte mais curto e no segundo mais longo.
  • Possession: Como diz o nome, possessão. Corvo é capaz de “entrar na mente” e controlar qualquer pessoa ou animal por um curto período de tempo. No primeiro nível apenas animais, mas assim que upado, é possível possuir pessoas também. Seja elas civis, guardas e até mesmo seus alvos principais.
  • Wind Blast: Uma poderosa rajada de vento que serve para lançar inimigos longe, quebrar madeiras que estejam bloqueando portas e afins. Primeiro nível apenas atordoa e distancia inimigos, nível 2 já é capaz de matar apenas com uma rajada.
  • Bend Time: Na minha opinião, o melhor poder do jogo. É o famoso “bullet time”, poder que desacelera o tempo por um curto período. Nível 1 causa uma severa desaceleração, já no segundo o tempo é parado totalmente, ninguém poderá te ver. Muito usado para matar sem ser visto e assassinar múltiplos alvos de uma vez.
  • Devouring Swarm: Corvo é capaz de ”sumonar” uma porção de ratos famintos por carne que atacam os inimigos. O dano é considerável, e no nível 2 a quantidade de ratos aumenta e mata todos os inimigos que estiverem por perto.
  • Dark Vision: Visão capaz de ver através das paredes. É possível visualizar inimigos, objetos relevantes (como os colecionáveis, falarei deles daqui a pouco) e pontos de interesse no cenário.

Sobre as mortes, é um prato cheio. Mas antes, é importante ressaltar que toda vez que você chega por trás de um inimigo furtivamente, Corvo poderá desmaiá-lo enforcando-o por trás com o braço, como se fosse um mata-leão. É extremamente importante usar esse recurso se você não quiser matar ninguém pelo seu playthrough.
No mais, é possível combinar poderes, usar mais de um ao mesmo tempo (Bend Time + Wind Blast, por exemplo) e criar mortes criativas. Temos air assassination (morte pulando em cima de um inimigo), mortes por itens de interesse no mapa, por exemplo, em algumas partes da cidade há uma ferramenta chamada “Wall of Lights”, que é uma “parede” eletrificada.

Nisso, você pode usar uma outra ferramenta chamada “Rewire Tool” que serve para inverter essa parede, os inimigos são torrados ao invés de você. Temos o Arc Pylon, uma torre que emite uma rajada elétrica que torna cinzas qualquer pessoa/animal que não seja um guarda quando entra na área de ação desse Arc Pylon e, novamente com a Rewire Tool, o Pylon mata todos os guardas que se aproximarem ao invés de você.

Há alguns coletáveis no jogo também, são eles as Runes (umas pedras feitas de osso de baleia que servem para dar upgrade nos seus poderes), as Bone Charms (também feitas em osso de baleia, são úteis para lhe dar algum status extra, como andar mais rápido, fazer menos barulho, movimentar sua espada mais rápido, acrescentar um pouco a mais de vida e mana, etc), as Sokolov’s Paitings que são pinturas feitas pelo personagem Sokolov, e estão espalhadas pelo mapa e os santuários do The Outsider que também contam como ”coletáveis”, ao obter a Rune que há no santuário, Outsider conversa com você sobre sua atual situação no jogo.
Os equipamentos, assim como os poderes também são variados no jogo. Temos a besta, como eu citei acima, uma pistola (upgrades são possíveis, aumentando acuidade, potência, distância etc), granadas e um lance que achei bem bacana chamado de Spring Razor. É uma ferramenta do tamanho de um punho fechado que quando colocado no chão funciona como uma armadilha. O inimigo que se aproximar, fios de aço são atirados e rodopiados em todas as direções, dilacerando e mutilando todos os inimigos perto.

A inteligência artificial do game varia. Pra quem achou que com todos esses poderes o jogo ficaria melzinho na chupeta, se enganou feio. Há quatro dificuldades no jogo: Easy, Normal, Hard e Very Hard. A partir do Normal, podemos considerar os inimigos bem espertinhos que estão sempre ligados em qualquer coisa que se mova bruscamente. Existe um esquema de “tolerância” para eles te perceberem: Se você passa perto de algum deles ou fica dentro do campo de visão, é acionado o nível 1; o guarda irá suspeitar e ficar atento pra qualquer outros barulhos; no nível 2 ele começa a ir atrás de onde o barulho veio, olhando atentamente para todos os lados e no nível 3/alerta é quando ele provavelmente te viu e tem certeza que você é o inimigo. Nisso os outros guardas são alertados e começa a porrada séria. Você pode escapar para eles desistirem de você ou matar todo mundo na raça. Tenha sempre isso em mente quando joga Dishonored: a escolha é sua. Stealth ou carniça, ser detectado ou não, isso irá influenciar mais tarde. Como assim? O jogo possui dois finais diferentes que vai ser alterado de acordo com suas escolhas no jogo. É chamado de High Chaos, quando você toma uma atitude mais violenta, bruta e massacrante. Mata todos sem dó, é detectado uma grande parte do tempo, arruma confusão e Low Chaos que é exatamente o oposto, você não matou (quase) ninguém, praticamente não foi detectado em hora nenhuma e preferiu matar seus alvos de jeito não letal. Como assim? [2] Em todas as missões onde você terá que eliminar um determinado alvo, você poderá escolher se irá utilizar um jeito indireto/não-letal para eliminá-lo. E como funciona? Simples, vou exemplificar. Na missão onde você irá para uma festa à fantasia, seu alvo é uma mulher, a dona da mansão, e conversando com alguns convidados, você descobrirá um cara meio esquisito que tem uma FIXAÇÃO por essa mulher (seu alvo). Você simplesmente a deixa dormindo e leva pra ele fazer-sabe-se-lá-o-que.

GRÁFICOS

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Aconselho a ver esse vídeo antes de ler aqui. Acho que dispensa quaisquer comentários, não? E ainda vi gente falando mal dos gráficos e paisagens do jogo. Vão me desculpar, mas tem que ser muito cego pra achar isso feio. A direção de arte do jogo é simplesmente INCRÍVEL, e nada mais nada menos liderada por Vyktor Antonov. Não conhece? Então, se eu falar, Half-Life 2 você provavelmente vai conhecer. Pois é, é o mesmo diretor de arte do consagrado HL2. Antonov caprichou e fez um trabalho excepcional que é de deixar de boca aberta. Se você joga em uma TV HD, LED ou LCD, com certeza vai ficar impressionado com as paisagens tão esbeltas que esse jogo traz.

O detalhe da expressão facial dos personagens, o modelo como eles são feitos, os efeitos de por-do-sol, de noite, chuva, são simplesmente incríveis. A água então, é feita com maestria. Todo aquele o ar Steampunk é muito bem retratado em todos os pontos da cidade, seja dos castelos e mansões até os esgotos. O brilho e saturação das cores são lindas e trazem um contraste muito bonito.

TRILHA SONORA E SONS

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A trilha sonora do game foi dirigida pelo mestre Daniel Licht que provou sua competência em trabalhos como Silent Hill Downpour e Dexter, a série. As músicas ambientes são suaves e combinam com o que está acontecendo na tela. Na cidade, dependendo da situação e do momento que você está no jogo, ela se adapta podendo deixar um clima ok tanto quanto agitado se você estiver em combate, por exemplo. Mas o que mais me chamou atenção mesmo pela qualidade da música, foi a que toca durante os créditos. Vou deixar aqui pra quem quiser ouvir ou se for jogar e esperar, sinta-se a vontade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Dishonored impressionou, e muito. Desde suas primeiras aparições na E3, muita gente ficou com o pé atrás por conta da Bethesda e toda aquela coisa, mas a Arkane Studios conseguiu superar todos os problemas e com certeza, o jogo é um sucesso. Pra quem gosta de stealth e jogos em primeira pessoa, ou curte cenários steampunk, ação e poderes, esse jogo é pra você. É um jogo para se experimentar  e que é com certeza, encantador. Os bugs são presentes, assim como todo jogo, mas nenhum que afete o gameplay ou nas missões e outro probleminha, para mim, foi a campanha relativamente curta, pois é tanta empolgação que é de zerar o jogo rápido. Mas repito, no meu caso, foi assim. Minha nota: 9,7/10.

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3 pensamentos sobre “Review: Dishonored

  1. Ótimo jogo, boa review também. O único problema dele são alguns bugs que resolvem aparecer nas piores horas possíveis, e também o fato de que a partir da fase em que você fica na merda(quem jogou sabe) não consegui me segurar e acabei matando todo mundo, pegando o final ruim.

    • Aí nessa hora que você tem que mais abusar dos poderes. Bend Time ajuda MUITO nessa hora, junto com Blink. Depende muito também do objetivo que você quer cumprir em relação aos troféus/conquistas ou em relação ao final. Com os bugs, comigo não aconteceu nada que atrapalhasse alguma quest, só umas bizarrices de pescoço esticando quando a pessoa morre e uns trem assim. Questão de sorte e onde o bug acontece também. 😐

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